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05
Jun15

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 Foto: Reuters

 

Caros motoristas da Carris:

 

Transportes colectivos de passageiros. Sabem o que são? Para o caso de nunca vos terem explicado, eu tento colocá-lo em palavras simples. São automóveis grandes, ditos “pesados”, onde cabem muitas pessoas. No caso da empresa onde trabalham, todos os dias viajam neles milhares de pessoas, entre as quais crianças, velhinhos, pessoas com deficiência motora. Apesar de terem três ou quatro bancos destinados a pessoas com mobilidade reduzida, todos os outros bancos carecem de cintos de segurança. Têm ainda os chamados “lugares em pé”, que são para cima de 50, que quando são utilizados transformam os tais “transportes colectivos” em gigantes latas de sardinhas.

 

Estão a captar o conceito? Pronto.

 

Poderão então agora chegar à conclusão daquilo que não são os transportes colectivos de passageiros. Não são carros de Fórmula 1; não fazem todo-o-terreno; não são admitidos no Paris Dakar; estão muito longe de competir com os DTM.

 

Eu sei que depois de um dia a levar com o trânsito e os irritantes semáforos lisboetas, deve saber bem dar-lhe no “prego” à noite. Mas não se esqueçam: depois de anoitecer, os autocarros não se transformam em abóboras. Continuam a ser transportes colectivos de passageiros. Continuam a viajar pessoas lá dentro. Podem ser menos do que às 18 horas, mas continuam a ser pessoas que gostavam de conseguir deslocar-se desde a entrada até ao fundo do autocarro sem bater em todos os postes possíveis e sem fazer derrapagens estilosas.

 

Outra coisa que poderão não vos ter ensinado, mas que a mim me disseram nas minhas aulas de condução, nessa longínqua terra chamada Milheirós. O pedal do meio – no vosso caso até é o da esquerda, não têm que se atrapalhar com a maldita embraiagem  - é para ser tratado com carinho. E a travagem deve ser antecedida de uma coisa chamada “redução de velocidade”. Se o vosso destino é uma paragem que está a 20 metros de distância, podem ir gentilmente carregando no pedal, para que o bicho vá acalmando e a travagem seja suave. Se, pelo contrário, continuarem a 80 km/hora até estarem a 2 metros da paragem e de repente carregarem no pedal com toda a vossa força, o automóvel vai dar um solavanco.

 

E vejam lá: ensinaram-me isto num Toyota Yaris onde estavam apenas duas pessoas: eu e o instrutor. Não estavam dezenas de pessoas lá dentro, umas sentadas e umas de pé, meias penduradas naquelas pegas muito dadas ao efeito da inércia.

 

Caso não tenham ainda captado a mensagem, resumo-a numa frase: por favor respeitem os passageiros, conduzam como deve ser e parem de fazer ralis no meio da cidade.

 

Grata.

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